BLOG Interativo.NET: ARQUEÓLOGO ADVENTISTA DESTACA A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA

Palavra do dia

"Eis que DEUS é meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida." (SALMO 54:4)


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ARQUEÓLOGO ADVENTISTA DESTACA A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA

Líderes adventistas de várias partes do mundo estão reunidos na sede mundial da igreja, em Maryland, nos Estados Unidos, participando de comissões e reuniões administrativas. Ontem, o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Ted Wilson, apresentou um importante e inspirador sermão sobre o modelo educacional aprovado por Deus. Durante sua mensagem, ele destacou a importância do criacionismo, da Bíblia e dos livros do Espírito de Profecia. A certa altura, Wilson convidou o conceituado arqueólogo adventista Dr. Michael Hasel para proferir algumas palavras aos líderes. Leia abaixo alguns trechos da fala de Hasel. O sermão do pastor Wilson pode ser lido na íntegra aqui, neste link (em inglês).

“A autoridade da Bíblia tem enfrentado um ataque sem precedentes com a ascensão do modernismo e do pós-modernismo no mundo ocidental. Desde a Revolução Cultural Francesa uma nova filosofia tem procurado abolir a instituição da igreja e, com ela, a Bíblia, a Palavra viva de Deus. Em seu lugar, os filósofos estabeleceram a razão autônoma com seu espírito de crítica e dúvida, a experiência humana com sua ênfase no presente como o intérprete do passado, e o naturalismo filosófico afirmando que a humanidade deve operar sem qualquer referência ao trabalho de Deus.

“Em 1844, justamente quando nossos fundadores tinham experimentado o grande desapontamento, partes de livros populares de história natural da criação foram publicadas anonimamente por Richard Chambers e promoviam abertamente o conceito de evolução. Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou seu manuscrito inicial do A Origem das Espécies. O resultado é que o pensamento evolucionista tem encontrado seu caminho para a maioria das disciplinas. Mas Chambers e Darwin não escreveram suas obras influentes em um vácuo.

“Os estudiosos da Bíblia tinham começado a desconstruir as Escrituras redatando seu conteúdo e negando o próprio tecido da sua história. Foi removida a natureza única da Bíblia como uma obra constituída na história. Hoje abordagens literárias pós-modernas se divorciaram da história bíblica e a relegaram às areias movediças da cultura. No início do Século das Luzes, Moisés foi rejeitado como o autor dos primeiros cinco livros da Bíblia. Na década de 1970, Abraão e os patriarcas foram descritos como mito. Na década de 1980, estudiosos deram as costas para o evento do Êxodo. Na década de 1990, estudiosos pós-modernos se voltaram para os reinados de Davi e Salomão. Essa é a batalha que ainda vem sendo travada hoje no mundo acadêmico.

“Como a Bíblia foi reescrita, sua história desconstruída, a profecia preditiva foi considerada impossível. Porque a Bíblia começou a ser estudada apenas como literatura e porque esses estudiosos passaram a acreditar que Deus não inspirou Seus escritores por meio da revelação direta, escritores bíblicos não podiam prever o futuro. Ambos, história e profecias, foram removidos e reduzidos a meras metáforas e interpretações idealistas. A palavra profética - que deu origem à Reforma e conferiu identidade à nossa igreja remanescente - foi reinterpretada, deixando os adventistas como quase a única igreja que ainda ensina os livros de Daniel e Apocalipse de uma perspectiva historicista.

“Na minha biblioteca tenho um livro de 600 páginas intitulado A Morte da Luz. Ele documenta como as grandes universidades como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por reformadores protestantes e foram bastiões da educação bíblica e da interpretação historicista da profecia. Seus primeiros presidentes escreveram volumes sobre a profecia e a breve volta de Jesus. Mas hoje todos os vestígios dessa história se foram.

“A sociedade e nossa igreja foi atingidas e golpeadas pelo modernismo e seus desafios para as verdades encontradas na Bíblia; mas hoje não estamos mais sob a utopia prometida do pensamento modernista. Tivemos a maior das guerras da história da humanidade, que deixou 60 a 80 milhões de mortos no campo de batalha e nas casas e ruas das maiores cidades da Europa. Vemos a propagação de doenças e epidemias que a ciência moderna não tem sido capaz de erradicar e curar (aids, malária, ebola, câncer, doenças cardíacas). Nossa sociedade se tornou apática para quaisquer alegações de verdade, desiludida com as promessas do passado.

“Será que vamos sobreviver à desconstrução moral, social, política e religiosa que nos rodeia? Como podemos combater essa influência como igreja? Como podemos realizar reavivamento e reforma em nossas escolas? Nossos alunos estão procurando desesperadamente uma missão, um sentido em um mundo quebrado, mas tem havido uma crescente desconexão entre a missão e a mensagem da Bíblia e sua mensagem profética que nos deu esse significado e essa missão. Como estamos incutindo essa identidade em uma geração que terá condições de terminar a obra? [...]

“Como arqueólogo, gasto muito do meu tempo em Jerusalém. Em duas semanas, estarei lá novamente. Há na Cidade Velha o Monte do Templo, o local onde o templo esteve no passado. É a maior estrutura de seu tipo construída no Império Romano, seis vezes maior que o Coliseu, em Roma. No canto sudoeste do Monte do Templo está a pedra angular, colocado ali mais de 2.000 anos atrás. É uma pedra enorme, que  pesa entre 80 e 100 toneladas. Todo o projeto de construção que Herodes começou e que se estendeu ao longo de um período de quase um século repousa sobre o alinhamento de uma pedra angular.

“Pergunto aos meus irmãos e irmãs que compõem as pedras vivas desta casa espiritual: Como estamos nos alinhando com a Palavra viva de Deus hoje? São as nossas escolas - que estão treinando esta geração de jovens para terminar a obra - alinhadas na missão hoje? Estamos alinhados com Jesus, a pedra angular?

“Tenho um sonho: que todo o nosso currículo educacional seja fundamentado em uma base bíblica. Que nossos cursos de psicologia, história, biologia, negócios, literatura sejam dados a partir de uma base de pensamento e visão de mundo bíblicos. Que façamos mais do que simplesmente ter uma oração no início da classe e, em seguida, repetir os pensamentos de Freud e Darwin. Que os nossos alunos sejam apenas treinados para Harvard, mas para o Céu. [...]

“Nosso nome descreve um povo que acredita e ensina a totalidade da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse. O sétimo dia em nosso nome aponta para a volta de Jesus, que era o Verbo, no início: ‘Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Somos um movimento chamado para defender Jesus e Sua criação em seis dias literais. Jesus disse: ‘Pois se cressem em Moisés, vocês acreditariam em Mim; pois Ele escreveu sobre Mim’ (João 5:46).

“A palavra ‘adventista’ em nosso nome aponta para uma voz profética chamada para este tempo a proclamar as três mensagens angélicas. Somos um movimento que proclama as palavras de Jesus: ‘Eis que venho sem demora! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro’ (Apocalipse 22:7).

“Tenho um sonho: que as palavras de Ellen White em O Grande Conflito, página 595, sejam cumpridas hoje: ‘Mas Deus terá um povo sobre a terra que mantenha a Bíblia, e só a Bíblia, como o padrão de todas as doutrinas e a base de todas as reformas. As opiniões dos homens instruídos, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam a voz da maioria - não devem ser considerados como evidência a favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos exigir um claro ‘Assim diz o Senhor’ em seu apoio.”

(Criacionismo)
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